Turnê Explosion Blues conquista público durante o Gravatá Jazz Festival 2018

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Jefferson Gonçalves, considerado um dos maiores gaitistas de blues do Brasil, e Gustavo Andrade, o super guitarrista e vocalista da parceria, levaram ao público uma verdadeira mistura de identidades culturais

 

O gaitista Jefferson Gonçalves (direita) e o vocalista e guitarrista Gustavo Andrade (esquerda) se apresentaram com pátio de eventos lotado. (Foto: Eduarda Lavínia/Gravatá em Minhas Lentes)

 

Igor da Nóbrega

 

O Gravatá Jazz Festival 2018, no Agreste de Pernambuco, consolidou sua pauta principal: oferecer uma sólida e audaciosa alternativa ao tradicional e renomado carnaval de Pernambuco, reunindo mestres do jazz e blues do Brasil e do mundo. O gaitista Jefferson Gonçalves, um dos mais veteranos, e o guitarrista e cantor Gustavo Andrade levaram ao público uma verdadeira mistura de identidades culturais, através do mais recente trabalho Explosion Blues. Os artistas abriram a programação do último domingo (11), no pátio de eventos Chucre Mussa Zarzar.

Na ocasião, Gustavo Andrade disse estar satisfeito com a repercussão local da mais nova turnê. “A parceria foi bem natural. A amizade já tínhamos há algum tempo, então resolvemos gravar, por acaso, e ver no que dava. Tá surpreendendo bastante, porque vem sendo muito bem aceito pelo público. Aqui em Gravatá, a gente sentiu a interação do público, que já tem uma identidade voltada ao jazz e blues”, explicou.

O guitarrista integra a turma dos novatos do Gravatá Jazz Festival. “É uma honra, para mim, receber esse convite, tanto do Jefferson, quanto do Papaleo, que é um super produtor e músico, para estar aqui em Gravatá, participando de um dos maiores festivais de jazz e blues do Brasil. Podem contar comigo para voltar nas próximas vezes”, ressaltou Gustavo.

Já para Jefferson Gonçalves, considerado um dos maiores gaitistas de blues do Brasil, a importante evolução do evento tem dado mais credibilidade ao projeto. “Para mim, é um privilégio tá participando desde o início e eu fico super feliz com o crescimento disso tudo. A estrutura tá bem melhor, a pontualidade das atrações e o trabalho dos técnicos melhorou muito. É um sonho do Giovanni em manter um festival inusitado, no meio do carnaval de Pernambuco, que todo mundo comenta e tem o mesmo porte do carnaval do Rio de Janeiro. Enfim, a cidade nos recebeu de braços abertos”, destacou.

O gaitista mencionou o aumento da assiduidade e procura por parte dos visitantes, que, este ano, acompanharam as apresentações na íntegra. “A primeira edição teve aquele baque, de sair de Garanhuns e ficar na dúvida se daria certo ou não em Gravatá. No segundo, já tava melhor, já tava mais selecionado e agora você enxerga um interesse maior, desde o primeiro show de hoje, realizado por nós. O pátio de eventos estava literalmente lotado. Antigamente, a primeira banda não pegava esse público todo”, enfatizou.

Outro veterano, o baixista Fábio Mesquita, músico da banda de Jefferson Gonçalves, também falou do notório crescimento do Gravatá Jazz Festival. “O que eu mais gostei foi ver a evolução e a proporção que o projeto ganhou. Quando viemos em Garanhuns, já tínhamos gostado. O evento já era grande, mas hoje ele alcançou outro nível. É gratificante ver que o festival tá dando mais possibilidades de trazer novos artistas. Ter opções é a melhor coisa e quem não gosta de carnaval, vai ter a opção de blues e jazz todo ano, pelo menos em Gravatá”, concluiu.

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