Em Gravatá, II Fórum de Políticas Públicas debate igualdade de gênero e preconceito racial

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O encontro reuniu vários segmentos sociais, grupos militantes e estudantes do município

 

Foto: Allan Torres

 

Mais Agreste, com SECOM

 

Nesta terça (20), o município de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, foi palco da realização do II Fórum de Políticas Públicas contra o preconceito racial e pela igualdade de gênero. O encontro debateu os direitos, deveres e desafios enfrentados diariamente pelas comunidades negra e LGBT.

No decorrer do dia, foram ministradas palestras sobre direitos humanos, enfrentamento ao racismo, políticas LGBT e igualdade de gênero, saúde mental e apresentações culturais. Por outro lado, o público presente deu depoimentos e contou experiências próprias.

 

A estudante transgênero Raylan Gomes falou sobre sua participação no fórum. (Foto: Allan Torres)

 

“Ao chegar aqui dei logo de cara com a bandeira LGBT, foi uma surpresa incrível, pois vi que aqui era o meu lugar, me senti aceita e vi que estão abrindo as portas e nos ouvindo. Os pais deveriam participar também, para entender os filhos e saber o que se passa conosco”, destacou a estudante transgênero Raylan Gomes, que, ao lado de vários segmentos sociais e grupos militantes, utilizaram o momento para fortalecer as políticas públicas e tratar das dificuldades enfrentadas.

O prefeito Joaquim Neto frisou o compromisso da gestão em incentivar o respeito às raças e gêneros diversos. “Levantamos a bandeira durante a campanha e mantemos nosso compromisso, em dar voz e vez para todos os gêneros, classes e orientações sexuais. Queremos que todos tenham direitos iguais e que Gravatá possa ser um lugar de oportunidade para todos, onde o respeito pelo próximo seja algo normal”, destacou.

Segundo a Secretária de Assistência Social e Juventude, Ana Lourdes Andrade, a iniciativa contribuiu para ajudar a identificar os principais problemas enfrentados em Gravatá, possibilitando um maior e melhor direcionamento das atividades e políticas públicas a serem aplicadas em prol da igualdade de gênero e racial.

“Infelizmente o preconceito e a desigualdade ainda fazem parte do nosso dia a dia, e nós, que fazemos parte da Secretaria de Assistência Social, temos o compromisso em buscar alternativas e formular políticas públicas que combatam estes atos, que são inaceitáveis. Estamos aqui para ouvir, propor e mudar a nossa realidade, lutarmos juntos por um futuro melhor para todos”, falou.

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