Defesa avalia desistir de pedido de soltura para evitar que STF discuta elegibilidade de Lula

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Caso sintam que Fachin não vai acatar os argumentos, devem desistir do pedido de liberdade

 

Foto: Nelson Almeida

 

Painel

Diante da indicação de que o Supremo Tribunal Federal vai acelerar o julgamento do recurso de Lula, no qual o ministro Edson Fachin embutiu discussão sobre a inelegibilidade do pré-candidato a um pedido de soltura, a defesa do ex-presidente avalia abrir mão da ação.

No dia 6, os advogados do petista vão apresentar manifestação reiterando a tese de que a discussão sobre a elegibilidade não pode ser feita neste momento. Caso sintam que Fachin não vai acatar os argumentos, devem desistir do pedido de liberdade.

Sem saída A, defesa de Lula entende que Fachin sinalizou que está disposto a tratar da inelegibilidade de Lula no STF antes do registro das candidaturas, no dia 15, o que não deixaria outra alternativa a não ser desistir do recurso.

Irmanados

A discussão sobre abrir mão da ação cautelar que pede a soltura do ex-presidente envolveu, além dos advogados criminais, a banca que atua na esfera eleitoral.

Dois na mão O PT decidiu apostar tudo e rifar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco depois de um encontro na noite desta terça (31), solicitado pela direção do PC do B. Quando Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente do PT, chegou ao local, dois dirigentes do PSB de Pernambuco estavam à sua espera.

Os infiltrados A presença dos dois pessebistas foi vista como um indicativo de que o PC do B só fecharia uma aliança nacional se os petistas fizessem um gesto ao PSB, que hoje comanda o governo de Pernambuco e teme o potencial de uma candidatura de Marília.

Xeque-mate No encontro dos dirigentes dos partidos de esquerda, na terça (31), Gleisi Hoffmann disse ao presidente do PDT, Carlos Lupi, que o PT estava oferecendo a vaga de candidato a vice de Lula a Ciro Gomes (PDT).

Fala sério? Lupi, a princípio, levou na brincadeira. Quando percebeu que era sério disse que o convite deveria ter vindo há duas semanas, antes da convenção do PDT que oficializou a candidatura de Ciro ao Palácio do Planalto.

Vai que cola Os petistas admitem que a operação não será fácil, mas dizem acreditar que o isolamento de Ciro na disputa pode acabar na formação de uma aliança da esquerda.

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