IBOPE: Bolsonaro tem 22%; Marina e Ciro, 12%; Alckmin, 9%; Haddad, 6%

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Em relação ao levantamento de agosto, a queda na intenção de votos entre brancos e nulos despencou oito pontos percentuais (de 29% para 21%)

 

Arte: UOL

 

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O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) lidera, com 22%, a primeira pesquisa de intenção de voto divulgada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar a candidatura do ex-presidente Lula (PT). Fernando Haddad, vice na chapa do PT, foi apresentado aos entrevistados como o candidato do partido. Os números do Ibope foram anunciados nesta quarta (5).

Bolsonaro é seguido por Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT), empatados com 12%; e Geraldo Alckmin (PSDB), com 9%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na pesquisa Ibope anterior, divulgada em 20 de agosto, Bolsonaro liderava com 20% no cenário sem Lula, seguido por Marina (12%), Ciro (9%), Alckmin (7%), Haddad (4%) e Alvaro Dias (3%), entre outros nomes.

A maior alteração em relação ao levantamento de agosto foi a queda na intenção de votos brancos e nulos, que despencou oito pontos percentuais (de 29% para 21%).

Antes do indeferimento da candidatura, na madrugada de sexta (31) para sábado (1º), Lula liderava nos cenários em que seu nome era apresentado aos entrevistados. Os advogados do ex-presidente buscam garantir, no STF (Supremo Tribunal Federal), o direito de Lula disputar a eleição mesmo preso e condenado em segunda instância na Operação Lava Jato.

O Ibope fez a pesquisa entre os dias 1º e 3 de setembro, em 142 municípios em todo o país, com 2.002 entrevistados. A pesquisa foi contratada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela TV Globo, e registrada no TSE com o número BR-05003/2018.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança estimado é de 95%. Segundo o Ibope, isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados serem um retrato do “atual momento eleitoral”.

Segundo turno

O Ibope também pesquisou os seguintes cenários para um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Apesar de liderar a pesquisa para o primeiro turno, Bolsonaro perde em três dos quatro confrontos apresentados aos entrevistados, com exceção do embate com Haddad, em que ambos estão tecnicamente empatados.

Ciro x Bolsonaro

Ciro: 44%
Bolsonaro: 33%
Ninguém/nenhum/branco/nulo: 19%
Não sabe/não respondeu: 4%
Alckmin x Bolsonaro

Alckmin x Bolsonaro

Alckmin: 41%
Bolsonaro: 32%
Ninguém/nenhum/branco/nulo: 23%
Não sabe/não respondeu: 4%
Marina x Bolsonaro

Marina x Bolsonaro

Marina: 43%
Bolsonaro: 33%
Ninguém/nenhum/branco/nulo: 20%
Não sabe/não respondeu: 3%

Bolsonaro x Haddad

Bolsonaro: 37%
Haddad: 36%
Ninguém/nenhum/branco/nulo: 22%
Não sabe/não respondeu: 5%

Rejeição

Outro tema pesquisado pelo Ibope foi a rejeição aos candidatos. Como os entrevistados podiam escolher mais de um nome, a soma dos percentuais ultrapassa os 100%.

Além disso, como o nome de Lula não constou como opção de resposta desta vez, não é possível comparar os números desta pesquisa com a anterior, feita em agosto, pois o conjunto de candidatos é diferente.

Bolsonaro: 44%
Marina: 26%
Haddad: 23%
Alckmin: 22%
Ciro: 20%
Meirelles: 14%
Cabo Daciolo: 14%
Eymael: 14%
Alvaro Dias: 13%
Boulos: 13%
Vera: 13%
Amoêdo: 13%
João Goulart Filho: 11%
Poderia votar em todos: 1%
Não sabe/não respondeu: 10%
Divulgação da pesquisa foi adiada
O resultado da pesquisa sairia na terça (4), mas o Ibope suspendeu a divulgação por questões legais. A empresa registrou a pesquisa no TSE antes de a Corte barrar a candidatura de Lula, e fez um questionário com dois cenários: um com Lula e outro com Haddad.

Com a decisão do TSE, os entrevistadores não apresentaram aos entrevistados o cenário com Lula. A empresa fez uma consulta ao tribunal para saber se poderia divulgar uma pesquisa cujo questionário original acabou não sendo totalmente seguido.

Mais cedo hoje, o ministro Luis Felipe Salomão decidiu que não seria possível responder à consulta durante o período eleitoral, pois correria o risco de antecipar uma posição sobre um assunto que pode passar por julgamento no TSE.

Assim, o Ibope divulgou nota dizendo que, diante da decisão de Salomão, “convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial”, optou pelo anúncio dos resultados.

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