Governo pede R$ 3 bi para honrar emendas e aprovar Previdência na Câmara

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O valor quer honrar o pagamento de emendas parlamentares e, assim, conseguir avançar com a reforma da Previdência

Foto: Adriano Machado / Reuters

UOL

A Casa Civil enviou ao Congresso Nacional uma mensagem presidencial pedindo para liberar um crédito extra de pouco mais de R$ 3 bilhões. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, na tarde desta terça (6). O valor é referente as negociações do governo para honrar o pagamento de emendas parlamentares e, assim, conseguir avançar com a reforma da Previdência.

A reforma foi aprovada em primeiro turno na Câmara, em julho, mas a votação em segundo turno, que é obrigatória, acabou ficando para agosto, após o recesso parlamentar. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse esperar que isso fosse encerrado até esta quarta (7). Depois disso, a proposta ainda segue para avaliação do Senado.

Antes da votação em primeiro turno, o governo negociou a liberação de R$ 20 milhões em emendas parlamentares para os deputados votarem favoravelmente ao texto. Com o crédito extra, o governo espera honrar esse compromisso assumido.

Assessores palacianos afirmaram reservadamente à reportagem que a solicitação de crédito extra para o pagamento das emendas era considerada a última cartada do governo para aprovar o texto.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, passaram o dia em negociação com parlamentares governistas e do Centrão.

Tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estavam cientes das tratativas. Entretanto, Maia não quis se envolver diretamente no processo.

Segundo lideranças da Casa e do governo, havia pressão de partidos do Centrão para que o projeto de crédito extra fosse aprovado antes da votação do segundo turno da reforma da Previdência. Entretanto, Maia e líderes governistas seriam contra essa possibilidade porque poderia indicar uma relação direta entre pagamento de recursos e votos pela Previdência.

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