Filme recifense é selecionado para participar do 12º Los Angeles Brazilian Film Festival, nos EUA

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Ao lado de outras quatro produções, ‘Foi no Carnaval que Passou’ vai disputar a categoria Mostra Competitiva de Longas

Imagem: Divulgação / ASCOM

Igor da Nóbrega

O cinema pernambucano alcançou uma importante oportunidade em projeção internacional. Na ocasião, o filme Foi no Carnaval que Passou foi selecionado, no último domingo (7), para participar da 12ª edição do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABFF), evento que será realizado na Califórnia, nos Estados Unidos, entre os dias 13 e 17 de outubro.

Foi no Carnaval que Passou disputará a premiação na categoria Mostra Competitiva de Longas, ao lado de outras quatro produções. O cineasta Léo Leite, 32 anos, fala da conquista alcançada por toda a equipe. “Depois de 10 anos de projeto e todas as dificuldades que a gente enfrentou para terminar nosso filme, é uma felicidade enorme estrear em Hollywood. Chegar em Hollywood é fácil, basta ter dinheiro e comprar a passagem. Mas ocupar uma tela com nossa produção, é um sonho que não estou nem um pouco a fim de acordar”, destacou.

Uma das atrizes do filme, a jovem Letícia Gabriella, 11, explica como é participar do primeiro longa-metragem da carreira. “Estou muito feliz em poder mostrar um pouco da nossa cultura, através da minha arte, em primeira mão, em Hollywood, no meio de grandes nomes da teledramaturgia nacional e, em breve, em todo o Brasil”, afirmou.

O longa-metragem recifense será exibido ao público, pela primeira vez, no LABFF.

Clique aqui e confira a lista dos filmes selecionados.

Sinopse

Foi no Carnaval que Passou é um filme de memórias de antigos carnavais. Conta três histórias entrelaçadas, em décadas distintas, sobre amores que nunca chegaram a acontecer. Pedro, jovem contemporâneo, tímido e inseguro, confronta-se com o primeiro grande amor da sua vida, em meio a suas próprias descobertas. Ele é levado para a folia pelo seu primo Joaquim, que chega na cidade em busca de diversão. Pedro conhece Carolina e, juntos, formam um triângulo amoroso, vivenciando a clássica tríade do Pierrot, Arlequim e Colombina.

Na década de 1970, em plena ditadura militar no Brasil, Márcia é uma garota recém-formada, que tem seu emprego formal e não quer ter nenhum tipo de envolvimento com política. Porém, ela namora Aurélio, mas não sabe que ele é um militante de esquerda e integrante da luta armada contra o regime militar.

Em 1956, os tempos são outros. Celeste vive uma realidade conservadora e, segundo os valores de seu tio e tutor, Sr Osvaldo, carnaval é sinônimo de promiscuidade. Osvaldo é um homem grosseiro e violento, mantendo as meninas trancadas e longe dos festejos. Escondida, Celeste conhece Manoel, com quem vive um rápido romance de carnaval.

Sobre Leo Leite

Nascido em Recife, em 1987, Leo Leite é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A partir de 2007, começou a trabalhar em televisão, sendo produtor do programa Opinião Pernambuco e, em seguida, tornou-se produtor e repórter no Cinema 11, ambos programas veiculados pela TV Universitária de Recife. Em 2009 lançou uma série de programas sobre os diversos profissionais do cinema, intitulada de Série Créditos. O projeto permitiu ao jovem produtor cultural que produzisse, dirigisse e apresentasse.

Como realizador audiovisual, Leo começou a carreira ainda na faculdade. Dentre as produções, estão ‘Control C, Control V’, semifinalista do
Festival Claro Curtas, em 2009; dirigiu o filme ‘O eco do meus passos’, em 16 mm; foi montador e roteirista do documentário ‘Se tua rua fosse minha’, com direção de Carolina Vasconcelos e Gabriel Maranhão (O filme fez parte da seleção oficial do 1º Sercine, do InterCon 2011 e foi premiado como melhor filme no Curta Banquete 2011; dirigiu o curta-metragem ‘Musa’, exibido no Curta Congo, no Festival de cinema de Triunfo, no Cine Amazônia, no Curta Taquary, recebendo o prêmio de melhor ficção no Festcine – Festival de vídeo de Pernambuco, em 2012; foi diretor de fotografia do documentário ‘Casamento de Matuto’, melhor documentário no Festcine – Festival de vídeo de Pernambuco, em 2013, com direção de Lucas Mariz; foi diretor de fotografia no curta ‘A última fruta da fruteira’, com direção de Ariana Pacheco.

Foi professor ainda de roteiro e direção de cinema na Hipérion Escola de Artes.

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