‘Protejam a democracia’, diz Raquel Dodge em sua última sessão no STF

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No uso da fala, Dodge ressaltou a importância de proteger o meio ambiente e as minorias, como povos indígenas e ciganos

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Correio Braziliense

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, participou no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta (12), da última sessão como chefe do Ministério Público Federal (MPF). Ela recebeu uma homenagem do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, e do decano, Celso de Mello.

Logo no começo da sessão, em discurso de despedida, Raquel Dodge afirmou que é papel do MP e do STF proteger os valores democráticos e garantir o funcionamento das leis no Brasil, de forma a garantir que “ninguém esteja cima ou abaixo da legislação”. Em sua fala, Dodge ressaltou a importância de proteger o meio ambiente e as minorias, como povos indígenas e ciganos. Ela disse fazer um alerta aos ministros.

“Protejam a democracia brasileira, arduamente erguida em caminhos de avanços e retrocessos, mas sempre sobre norte que a democracia é o maior modelo para construir uma sociedade de maior desenvolvimento humano”, disse Dodge.

A procuradora lembrou que o STF não age de ofício, ou seja, por conta própria e “precisa ser acionado para que possa decidir”.

Ao discursar, Toffoli destacou que o MPF deve se manter independente dos Três Poderes. “Sem um Ministério Público forte e independente, os valores democráticos e republicanos desenhados e propugnados da Constituição estariam ameaçados”, disse.

“A doutora Raquel Dodge chefiou o MP firme na defesa de todos esses valores. Sustentou, por exemplo, a inconstitucionalidade dos dispositivos que determinava que mulheres grávidas atuassem em atividades insalubres. Fez uma defesa contundente nas liberdades de expressão, de manifestação de pensamento, de reunião e do pluralismo de ideias”, completou Toffoli.

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