Ministro da Educação escreve ‘oje’ e ‘paçado’ para divulgar entrega de ônibus

0
249

O ministro tem histórico de deslizes gramaticais

Frota de ônibus foi entregue em São Paulo. (Foto: Divulgação)

O Globo

RIO – Horas após cometer novo erro de português no Twitter, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, escreveu “oje”, “iscolares”, “paçado” e “trabaiando”. As grafias corretas são “hoje”, “escolares”, “passado” e “trabalhando”. “Espero que dessa forma a notícia chegue a todos”, justificou Weintraub no post em que divulgava a entrega de ônibus escolares.

O ministro tem histórico de deslizes gramaticais, como “imprecionante”, “suspenção” e “paralização”. As maneiras corretas são “impressionante”, “suspensão” e “paralisação”.

Nesta segunda (17), a primeira publicação dele no Twitter foi “Aonde está a pompa e a liturgia do cargo? Na poltrona 16A…”. O uso da palavra “aonde”, no entanto, está incorreto. O termo adequado seria “onde”.

Sete horas depois, ele fez o novo post divulgando a entrega dos 1.200 ônibus escolares para municípios de São Paulo. No ano passado, foram 1.300. Ainda de acordo com ele, estão disponibilizados a aquisição de mais 6.200 veículos.

“Além disso, mais de 7000 bicicletas serão distribuídas a alunos em alguns estados após quase uma década sem qualquer tipo de ação neste sentido. Seguimos trabaiando! Obrigado pelo apoio e carinho de vocês!”, escreveu Weintraub.

Erro em documento

Weintraub escreveu, em agosto do ano passado, um ofício para o Ministro da Economia, Paulo Guedes, que as verbas previstas para a Educação em 2020 são insuficientes e alertava para o risco de “paralização”. O ministro também citava “suspenção” de pagamentos.

Já “imprecionante” ele usou em um tuíte em resposta ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).

Na rede social, o filho do presidente afirmou a Weintraub e ao ministro da Justiça, Sergio Moro, que o Brasil nunca teve uma pesquisa feita por órgão oficial sobre o uso defensivo de armas de fogo: “Só existiu uso ofensivo para exatamente demonizá-las. Seria interessante apoiar um projeto assim, caso haja oportunidade”.

Weintraub concordou — mas com erro de português.

“Caro @BolsonaroSP, agradeço seu apoio. Mais imprecionante: Não havia a área de pesquisa em Segurança Pública. Agora, pesquisadores em mestrados, doutorados e pós-doutorados poderão receber bolsas para pesquisar temas, como o mencionado por ti, que geram redução de criminalidade.”

Deixar um comentário

Por favor, digite seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui