Militares da reserva atacam STF, apoiam Heleno e alertam para guerra civil no Brasil

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Os militares dizem faltar ‘decência’ e ‘patriotismo’ a parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, (GSI), general Augusto Heleno. (Foto: Marcello Casal / Agência Brasil)

UOL

Um grupo de militares da reserva assinou uma nota de apoio ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional, (GSI), general Augusto Heleno. O assunto fala em ‘consequências imprevisíveis’, caso o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja obrigado a entregar o telefone celular para perícia na investigação que apura se ele interferiu na Polícia Federal (PF).

Na nota, os militares, colegas de Heleno na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), alertam para um cenário extremo, de ‘guerra civil’, afirmando faltar ‘decência’ e ‘patriotismo’ a parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil”, destacou a nota.

Bolsonaro responde a um inquérito no STF em que foi acusado, pelo ex-ministro Sergio Moro, de interferir na PF. Divulgado de uma reunião ministerial, o vídeo será usado como evidência para avaliar se a interferência do presidente no comando da corporação do Rio de Janeiro visava a evitar problemas com amigos e familiares, o que configura um desvio de função.

A nota é assinada por dezenas de militares da reserva., incluindo o integrante da Comissão de Anistia, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva.

Paiva disse ao UOL que o termo ‘guerra civil’ é o último cenário, caso o conflito com o Judiciário não seja resolvido antes de uma “crise institucional” e de uma “convulsão social”. Contudo, o general afirma que tal “possibilidade” pode e deve ser evitada antes.

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